
Não faz muito tempo em que eu pensei em suicídio, não sei porque pensei sobre isto novamente. Sempre que penso em morte, penso em libertação, sempre tenho esse conceito que estarei finalmente livro se for embora. Mas sempre penso no meu pai, na minha mãe..., mas claro que não é por isso que deixarei de cometer tal coisa, talvez seja por eu ter algum pingo de esperança na minha (quase) religião.
É, a religião tanto pode nos libertar como nos aprisionar, mas eu me senti mais livre quando eu deixei o catolicismo no lixo. E me libertei completamente quando conheci um pouco do budismo, acho que foi a melhor fase da minha vida. Não sei porque eu deixei isso de lado, não sei o que houve na minha vida pra eu ter deixado, eu tou sempre em constante mudança. Depois do budismo (que pra mim era uma filosofia de vida), eu comecei a me interessar por espiritismo. Enfim, isso aí não durou nada.
Tenho lembranças de quando eu acordava cedo ou quando simplesmente não dormia. Eu acordava com o som dos pássaro, via sol e soltava um sorriso e eu estava finalmente me sentindo viva. Eu desfrutava de bebidas de vez em quando, mas era eu e eu mesma em casa, não havia ninguém, nenhuma tensão, nenhuma pressão e eu estava livre como um pássaro. Eu estava realmente me sentindo tão viva, dali eu queria voar e conhecer outros lugares e puxa..., eu tava numa paz tão grande, e era eu, a natureza, era belo demais. Tudo que é bom dura pouco.
Quando eu meditava, era um prazer tão diferente dos outros prazeres, era como se tivesse tirado um peso enorme das costas, era uma sensação de alívio e paz tão grande, forte e presente.
Eu queria estar de férias, em casa sozinha, dormir o quanto eu quisesse... fazer de tudo com quem eu quisesse. Não sei mais o que é estar de férias, faz um ano que eu não tenho isso, apesar de ter aproveitado muito mal o tempo livre que tive. Esse foi um erro ridículo meu, não quero mais fazer isso!
Necessito ver o mar, tomar um banho de mar, ver o sol nascer e se pôr, preciso de mais cores pra minha vida.


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